segunda, 07 de novembro de 2011

Envelhecimento populacional no Brasil e a preocupação com a saúde dos idosos

Em 2050 quase 20% da população brasileira será de pessoas acima dos 65 anos.

O envelhecimento populacional vem ocorrendo em diversos países, até nos países mais pobres. De acordo com projeções das Nações Unidas, a população idosa aumentará de 3,5% em 1970 para 19% em 2050.

No Brasil, a população idosa, que corresponde à faixa etária acima dos 65 anos, tem aumentado nas seguintes proporções: cresceu de 3,5% em 1970, para 5,5% em 2000. Estima-se que, em 2050, este grupo etário deverá responder por cerca de 19% da população brasileira. Isto levará a uma drástica mudança de padrão na pirâmide populacional brasileira.

Você sabe quais são as causas do envelhecimento populacional?

Uma população se torna mais idosa à medida que aumenta a proporção de indivíduos idosos e diminui a proporção de indivíduos mais jovens, ou seja, para que uma determinada população envelheça, é necessário haver também uma menor taxa de fecundidade. Assim, ao contrário do que se imagina comumente, o processo de envelhecimento populacional ocorre por causa da diminuição da fecundidade e não apenas do declínio da mortalidade.

Isso ocorreu a partir dos anos sessenta, com o advento de métodos contraceptivos mais eficazes, as taxas de fecundidade caíram vertiginosamente. No Brasil, a taxa de fecundidade total diminuiu de 5,8 filhos por mulher em 1970 para de 2,3 filhos, em 2000.

O envelhecimento populacional é um fenômeno que tem levado a uma reorganização do sistema de saúde, pois essa população exige cuidados que são um desafio devido às doenças crônicas que apresentam, além do fato de que incorporam disfunções nos últimos anos de suas vidas.

Consistem em desafios quando se trata da saúde do idoso: manter a independência e a vida ativa com o envelhecimento; fortalecer políticas de prevenção e promoção da saúde, sobretudo aquelas voltadas para os idosos; e manter e/ou melhorar a qualidade de vida com o envelhecimento. Além disso, estatísticas mostram que cerca de 80% dos idosos têm ao menos uma doença crônica, gerando elevado consumo de medicamentos, bem como outros cuidados médicos e terapêuticos. 

A atenção à saúde do idoso é um dos objetivos prioritários do Pacto pela Vida, publicado na Portaria GM/MS nº 325, de 21 de fevereiro de 2008. De acordo com esta Portaria, o Sistema Único de Saúde deve priorizar os seguintes objetivos e metas:

Objetivo 1 - Identificar pessoas idosas em situação de fragilidade ou em risco de fragilização para ações de prevenção de fratura de fêmur.

Meta 1 - Reduzir em 2% a Taxa de Internação Hospitalar de Pessoas Idosas por fratura do fêmur.

Objetivo 2 - Contribuir para a melhoria da qualidade da atenção prestada ao residente nas
Instituições de Longa Permanência para Idosos - ILPI.

Meta 2 - Inspecionar 100% das ILPI cadastradas na ANVISA.

Para alcançar esses objetivos e metas é necessário muito esforço e investimento. Em relação ao primeiro objetivo, o Ministério da Saúde lançou uma campanha para prevenção de osteoporose, uma das causas de fratura em idosos.

A inspeção nas instituições mantenedoras de idosos foi pactuada como uma ação de responsabilidade do nível federal e estadual.

Diante desses fatos, a formação de profissionais de saúde capazes de reconhecer as particularidades dos pacientes idosos passa, desde já, a ser uma prioridade para o sistema educacional dos países em desenvolvimento. Boa parte dos estudantes da área da saúde irá atender idosos depois de graduados. Portanto, os princípios básicos para o atendimento ao idoso não devem ser de conhecimento exclusivo de especialistas.

Fonte: InstitutoSalus.com

Compartilhe: